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26 de abr de 2011

Atividades Formativas do Festival Palco Giratório 2011 – Porto Alegre - RS

Atividades Formativas do Festival Palco Giratório 2011.
Oficinas, palestras e seminários com diversas propostas para os envolvidos com teatro





ATIVIDADES FORMATIVAS

Conferência com Fernando Arrabal (Espanha) ou O Homem sem raízes criou asas
Mediação de Wilson Coelho (ES)

O dramaturgo discorrerá sobre sua trajetória no teatro, na literatura e no cinema, onde a vida e a obra se entrelaçam, desde seu nascimento em Melilla (África), a passagem pela Espanha e sua chegada na França, a participação no movimento surrealista, criação do movimento pânico com Roland Torpor e Alejandro Jodorowsky, bem como sua relação Breton, Dali, Sartre, Duchamp, Beckett e tantos outros que fizeram a história da metade do século vinte até os dias de hoje.




DA REALIDADE AO ABSURDO: UM CAMINHO PARA TAR: Wilson Coêlho, dramaturgo e pesquisador de teatro, fará um debate sobre a relação entre o teatro chamado absurdo e o que entendemos por realidade, a partir da obra de Fernando Arrabal e, em especial, “Fando e Lis” e “Cemitério de Automóveis”, peças traduzidas e dirigidas por ele e, recentemente, montadas com o Grupo Tarahumaras. Nessa conversa, Wilson Coelho pretende também questionar e convidar à reflexão sobre a
busca de um novo tipo de ator para a dramaturgia de Fernando Arrabal.

01/05
Local: Teatro Sesc Centro
Horário: 19h
· Retirada de senhas a partir de 20/04 no Sesc Centro com a Cultura



Demonstração de trabalho: Os estudos clássicos da Biomecânica Teatral de Meyerhold
Ministrante: Gennadi Bogdanov (Rússia)

Demonstração dos estudos clássicos da Biomecânica teatral de Meyerhold; Os princípios biomecânicos da construção da ação; Apresentação de fragmento da peça “Esperando Godot, de Becket, construído sobre a base da Biomecânica de Meyerhold.

Gennadi Bogdanov formou-se como ator no GITIS (Moscow State Academy) em 1972. Estudou intensamente durante quatro anos, o sistema de Biomecânica Teatral de Meyerhold com o mestre Nikolai Kustov, ator e instrutor do teatro de Meyerhold até a morte do grande diretor russo. Trabalhou também por 20 anos no teatro Sátira de Moscou, na qual participou de diversos espetáculos, realizando inúmeras temporadas em torno da União Soviética, Europa e Ásia. Atuou também em diversos filmes como dublê. Durante vários anos, Gennadi dedicou-se ao Rati (GITIS), atuando como professor, sendo um dos fundadores da escola internacional de Biomecânica. Desde 1992, Bogdanov colabora com universidades e diversos centros teatrais em países como Áustria, Austrália, Brasil, Bélgica, Holanda, Canadá, Dinamarca, França, País de Gales, Alemanha, Inglaterra, Itália, Países Baixos, Polônia, Singapura, Espanha, Suécia, Suíça e EUA, ministrando cursos, demonstrações técnicas e apresentando seus espetáculos, sendo um dos mais destacados mestres, descendente direto da Biomecânica Teatral de Meyerhold. É mestre-colaborador do ISTA (Escola Internacional de Antropologia Teatral), dirigido por Eugenio Barba desde 96. Foi diretor artístico da Escola Internacional de Biomecânica no Centrum Mime Berlim. Atualmente, na Itália, atua como diretor pedagógico e artístico do Centro Internacional de Biomecânica Teatral de Meyerhold, em Perugia, ministrando os cursos de formação especializada.
08/05
Local: Teatro Sesc Centro
Horário: 17h
· Retirada de senhas a partir de 20/04 no Sesc Centro


Oficina: Introdução ao treinamento da Biomecânica de Meyerhold
Ministrante: Gennadi Bogdanov (Rússia)

Os princípios fundamentais da construção da ação teatral com base nos princípios biomecânicos. Os elementos dos estudos clássicos da Biomecânica teatral de Meyerhold.
Carga horária: 35h
09 a 15/05
Local: Cia de Arte – 6º. andar
Horário: 14 as 19h
Inscrições por avaliação de currículos. Interessados mandar para o email festival@sesc-rs.com.br.


Intercâmbio entre Teatro da Vertigem (SP) e Falos & Stercus (RS)
Atuação na cidade: Experiências Práticas
Utopias de aproximação

Em 2001, Nicolas Bourriaud aponta para as “utopias de aproximação”, práticas artísticas que se estendem num vasto território de experimentações sociais, e que pretendem agir, gerando novas percepções e novas relações de afeto, num mundo regulado pela divisão de trabalho, ultra especialização e pelo isolamento individual.

Para o filósofo francês a arte contemporânea desenvolve um projeto político, no entanto se esforça em investigar e problematizar a esfera relacional. Para ele, a exposição é um lugar privilegiado onde se instalam coletividades instantâneas, regidas por princípios diversos de acordo com o grau de participação do espectador exigido pelo artista, a natureza das obras e os modelos de sociabilidade propostos ou representados, que gera território de intercâmbios específico.

A arte contemporânea se propõe a modelar mais que representar, pretende inserir-se e agir dentro do tecido social, mais do que inspirar-se nele. Deste ponto de vista, a obra de arte se constitui como um interstício social, um espaço de relações humanas que, ao se integrar mais ou menos harmoniosa e abertamente no sistema global, sugere outras possibilidades de intercâmbios que aqueles vigentes neste sistema.

De acordo com Bourriaud, a tarefa da arte contemporânea no campo do intercâmbio das representações é criar espaços livres, propor temporalidades cujo ritmo atravesse àqueles que organizam a vida cotidiana e favorecer relacionamentos intrapessoais diferentes daqueles que impõem a sociedade da comunicação.

Não o fim da arte, não o fim do jogo, mas o fim da rodada. É necessário lembrar com Duchamp que a arte é um jogo entre todos os homens e todas as épocas.
Apresentação pública do resultado
25/05
Local: Sala G4 – Casa de Cultura Mario Quintana
Horário: 15h
*Entrada Franca



Oficina Atuação na cidade: experiências práticas
Teatro da Vertigem (SP)

A oficina será concentrada nos experimentos de atuação e intervenção do artista que é atravessado/contaminado pelos espaços públicos da cidade, sua participação na elaboração da obra com a autonomia de criação.
Coordenadores Roberto Audio, Eliana Monteiro, Luciana Schwinden e Sergio Siviero.
Público alvo: Atores, bailarinos, performers, estudantes de teatro, dança e artes visuais
20 vagas
Carga horária: 15 horas
26 a 28/05
Local: Sala G4 – Casa de Cultura Mario Quintana
Horário: 26 a 27/05 13 as 18h e 28/05 09 as 14h
Inscrições por avaliação de currículos. Interessados mandar para o email festival@sesc-rs.com.br.

Apresentação pública do resultado
28/05
Local: Sala G4 – Casa de Cultura Mario Quintana
Horário: 16h
*Entrada Franca


Oficina de Palhaços
Armatrux (MG)
Essa oficina pretende abordar o universo do palhaço através de jogos de relacionamento, atenção e comando. Trabalhar a relação entre espaço, tempo e intensidade, além de sequências de gags (slap stick, Double take e quedas) e jogos com máscara.
A oficina tem como objetivo a vivência da experimentação do palhaço e será ministrada pelo ator Eduardo Machado, o palhaço Bilu.
Carga horária: 08 h
23 a 24/05
Local: Teatro Sesc Centro
Horário: 10 as 19h
Inscrições por avaliação de currículos. Interessados mandar para o email festival@sesc-rs.com.br.


Seminário Dramaturgia e Literatura - qualificando leitores de um gênero nem tão dramático assim
Além de submergir nesse universo ainda tão desconhecido do fazer dramaturgico, o seminário visa a qualificação e formação de um leitor do gênero, sem o fim específico da montagem teatral.
* Entrada Franca


Dramaturgia clássica e a dramaturgia contemporânea - diferentes e possíveis leituras
Jô Bilac - Dramaturgo/SP e Graça Nunes (professora especialista no gênero)

A compreensão da diversidade da forma dramaturgica estará em pauta. Haverá um modo específico de entender essas diferentes estruturas narrativas? Como e onde a dramaturgia clássica influencia a dramaturgia contemporânea? Quais códigos necessários para a leitura desse gênero?
10/05
Local: Café Sesc Centro
Horário: 18:30h


A dramaturgia no Rio Grande do Sul - para ler o movimento, o silêncio e a palavra
Jezebel De Carli - diretora da Cia. Santa estacão/RS, atriz, Daniela Carmona (atriz e professora do TEPA/RS) e Inês Marocco (diretora, professora)

Quando falamos em dramaturgia, de imediato pensamos na palavra. Mas, com a evolução das formas drámaticas de narrar, seja pela ação, ou mesmo pelo silêncio, outras vertentes narrativas vem se destacando em nosso Estado e tem requerido para si o status de dramaturgia. Quais critérios usamos para lê-las? Como lê-las, sem a necessidade urgente da palavra?
17/05
Local: Café Sesc Centro
Horário: 19h


Mas afinal, dramaturgia é literatura? Leituras fora da cena
Mario Bortoloto - dramatrugo/SP e Diones Camargo (dramatrugo/RS)

Quais elementos da estrutura dramatúrgica nos possibilitam a evasão, enquanto leitores, para a construção de um imaginário que nos favoreça fruição estética no que antecede à montagem teatral como fim em si.
24/05
Local: Café Sesc Centro
Horário: 19h


Encontros dramáticos
Atividade paralela do Seminário Dramaturgia e Literatura - qualificando leitores para um gênero literário nem tão dramático assim
Leituras de textos premiados nas edições 4, 5 e 6 do Prêmio Carlos Carvalho de Dramaturgia/SMC


O senhor de Paris - de Hersch W. Basbaum
Grupo Teatro Sarcáustico
Direção Daniel Colin
14/05
Local: Jardim Lutzemberger – Casa de Cultura Mario Quintana
Horário: 17h

Avental todo sujo de ovo - de Mario Barbosa
Cia de Teatro Di Stravaganza
Direção Adriane Motolla
Mezanino do 2o. piso
21/05
Local: Mezanino do 2º. piso – Casa de Cultura Mario Quintana
Horário: 17h

Os cactos - de Emmanuel Nogueira
Teatrofídico
Direção Eduardo Kramer
28/05
Local: Passarela do 5o. andar (entre Biblioteca Lucília Minssen e Oficina Sapato Florido) – Casa de Cultura Mario Quintana
Horário: 17h


Semana Ivo Bender – Parceria com a Secretaria Municipal da Cultura
Ivo Bender é o maior dramaturgo gaúcho ainda vivo. Para homenageá-lo, o projeto Semana Ivo Bender prevê uma série de sessões comentadas de leituras dramáticas de seus textos e apresentações do novo espetáculo do Grupo Experimental de Teatro de Porto Alegre. Além disso, será montada no Foyer do Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues uma exposição de fotografias do escritor e de espetáculos seus já encenados. Toda a programação ocorrerá nos Teatro Renascença e na Sala Álvaro Moreyra, no mês de maio de 2010, quando o dramaturgo completa 75 anos de idade e 50 de carreira.

Pequenas Leituras dramáticas
Com Marcelo Adams e Raquel Pilger
Coquetel de abertura às 21h30
23/05
Local: Teatro Renascença
Horário: 20h

Leitura Dramática
Direção de Décio Antunes
Colheita de cinzas- 1941 (1988)
Primeira parte da Trilogia perversa. Em 1941, durante uma grande enchente que assola o Rio Grande do Sul, Ereda e Ulrica, duas mulheres descendentes de alemães, vivem sós em uma fazenda. O pai de Ereda foi assassinado por Ulrica, fato presenciado pela filha, que aguarda a chegada de Orestes, seu irmão, prestes a voltar do seminário onde estudava. A chegada de Orestes e a revelação do crime, feita por Ereda, leva o rapaz a matar a própria mãe, sufocada com um travesseiro. Versão do mito grego dos Átridas, a peça reproduz os principais eventos da Electra, de Sófocles, ambientada no contexto da colonização alemã no Estado.
24/05
Local: Teatro Renascença
Horário: 20h



Leitura Dramática com sessão comentada
Direção: Luiz Paulo Vasconcelos
Sexta-feira das paixões (1975)
Em uma casa de retiro para mulheres sós, na cidade de Puerto Amaro, capital de um país fictício da América Latina, vivem Maria Amparo, a dona do lugar, Amanda e Teresa. O país está em convulsão, pela ação dos rebeldes que querem tomar o governo. No sótão da casa, Teresa, a Estigmatizada, está amarrada a uma cama, pois na época da Páscoa, anualmente, em seu corpo surgem chagas. As outras duas mulheres esperam a chegada de Urânia, atriz e amiga de Amanda, que não a vê há alguns meses. A preparação para a ceia da Sexta-feira Santa é a principal ação do texto, que tem seus principais conflitos na relação explosiva entre Urânia e Maria Amparo. O assassinato de Teresa por Amparo, como o sacrifício ritual da Sexta-feira da Paixão, é a culminância da peça.
25/05
Local: Sala Álvaro Moreyra
Horário: 20h

Leitura Dramática com sessão comentada
Direção: Marcelo Adams
Quem roubou meu anabela? (1972)
Comédia com ingredientes fantásticos. Duas primas, Valéria e Genciana Marcoso, vivem uma relação conturbada. Valéria é casada com Umberto, mas trai o marido com Jasmim, um rapaz que entrega horóscopos a domicílio. Genciana é satanista, e vive invocando os demônios Astaroth e Asmodeu. O título faz referência a uma das últimas ações da peça, quando Valéria, já pronta para a recepção na casa do governador, procura seus sapatos modelo Anabela, não os encontrando. Valéria é assassinada por Umberto, que sai para a recepção acompanhado por Jasmim, calçando os sapatos anabela.
26/05
Local: Sala Alvaro Moreyra
Horário: 20h


Apresentações do Grupo Experimental de Teatro da SMC
Direção: Maurício Guzinski
Cabaret do Ivo
Resultado do módulo montagem sobre a obra de Ivo Bender do Grupo Experimental de Teatro/SMC. A coordenação é de Maurício Guzinski e a preparação de corpo e voz é de Laura Backes. No elenco: Amanda Novinski, André Gazineu, Dinorah Araújo, Juçara Gaspar, Naiara Harry, Paula Souza, Samanta Sironi e Silvana Ferreira.
27, 28 e 29/05
Local: Sala Alvaro Moreyra
Horário: 20h




O Macaco e a Velha
Direção: Deborah Finocchiaro
Com Arlete Cunha e Heloisa Palaoro

O Macaco e a Velha do gaúcho Ivo Bender, é baseada num conto do folclore afro-brasileiro que trata da difícil relação entre um macaco muito esperto e a dona do Bananal onde ele vive. Na briga pelo usufruto deste paraíso, ambos descobrem que, só unidos, poderão defender o seu tesouro.
A peça é apresentada na forma de uma leitura com dinâmica de contação de história. Os personagens ganham vida através da caracterização da voz da atriz. E para garantir a atmosfera de cada história, a leitura conta com trilha executada ao vivo, são canções com ritmos variados, além de efeitos sonoros.
28 e 29/05
Local: Sala Álvaro Moreyra
Horário: 16h


Exposição Ivo Bender - O Senhor das letras
A exposição Ivo Bender – O Senhor das Letras fará parte do evento em celebração aos 50 anos de carreira do escritor, dramaturgo, tradutor e professor gaúcho. O objetivo é abarcar a diversidade de sua obra na qual é possível verificar a fluência de sua escrita que transita, com liberdade, tanto pelo texto dramático nas diferentes fases experimentadas pelo autor – tragédia e comédia, realismo fantástico e teatro político, musical e teatro infantil –, quanto pelo ensaio e pela prosa. Registros fotográficos das montagens de suas peças, depoimentos de artistas, amigos e críticos literários farão parte desta amostra do universo criativo de Ivo Bender.
23/05 a 16/06
Local: Saguão do Centro Municipal de Cultura Lupicínio Rodrigues


fonte: Wilson Coelho

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